Incognito no Rio: leia a entrevista com Jean-Paul ‘Bluey’ Maunick

06/08/2018 | 20:24

Henrique Inglez de Souza

Fotos: Marc Albert (Jean-Paul ‘Bluey’ Maunick)

Divulgação (banda)

 

O Blue Note Rio recebe uma das grandes instituições do chamado acid jazz. O Incognito aporta na casa para duas noites, nesta quinta (10) e na sexta-feira (11), com duas sessões em ambas as datas – às 20h e às 22h30.

A banda liderada pelo carismático guitarrista e vocalista Jean-Paul ‘Bluey’ Maunick traz ao país a turnê que promove o álbum ‘In Search of Better Days’, de 2016 – seu mais recente lançamento.

Além de um groove envolvente e de alta energia no palco, o público terá a chance de ver de perto um capítulo suculento da história do jazz mundial. Na porta dos 40 anos de carreira, o grupo britânico está distante de mostrar cansaço, e sua agenda de compromissos é uma prova cabal.

A força-motriz dessa longevidade é o infalível Bluey, um sujeito simples, gentil e extremamente musical. Sua maestria conecta os instrumentistas com quem divide o show de modo a tornar uma apresentação num genuíno espetáculo.

Nascido na República de Maurício, mas criado desde cedo na Inglaterra, ele é um cara que gosta do ofício. Paralelamente à agenda do Incognito, acaba de concluir o novo álbum de sua outra banda, Citrus Sun. A empreitada surgiu no final dos anos 1990, fruto de sua devoção ao guitarrista Jim Mullen – com quem sonhava em montar uma banda, e montou! A formação tem ainda membros do Incognito.

Leia a seguir a entrevista com Jean-Paul “Bluey” Maunick.

 

‘In Search of Better Days’ fala basicamente de esperança. Pensando nessa busca por dias melhores, referida no título, o que conseguiu encontrar nestes últimos dois anos?

Sou um eterno otimista da vida! Portanto, encontro esperança e pontos positivos todos os dias devido ao fato de que tenho a sorte de viver meus sonhos e de estar construindo uma carreira musical duradoura. ‘In Search of Better Days’ é minha consciência de que muitos na sociedade ainda estão nessa busca, num mundo cada vez mais difícil – especialmente os jovens e os desprivilegiados! Uso minha sorte para conscientizar e lutar por eles. A juventude é o futuro!

Como o mundo afeta sua música?

Minhas jornadas pelo mundo inteiro abrem meu coração para as maravilhas da cultura e da natureza em toda sua glória. O que vejo, gosto, cheiro e sinto inspira minha criatividade e recarrega as baterias. Nossa música é edificante e curadora, o que torna nossa missão duplamente importante.

Você está mais velho e já viu e viveu inúmeras coisas, desde que a banda começou. Quem é o Jean-Paul que sobe no palco hoje em dia?

É um músico, diretor, domador de groove, artista, contador de histórias, professor, curandeiro, mas sempre um humilde servo e entusiasta da música!

Há um novo trabalho do Incognito a caminho?

Sim, estou trabalhando músicas para o álbum de nossos 40 anos  [de carreira], o qual será lançado em 2019. Pretendo contar com a colaboração de gente que representa uma parte dessa caminhada musical comigo. Tudo o que posso dizer é que vou escancarar minha alma nesse disco – e também haverá convidados bastante especiais!

Nesse meio-tempo, acabamos de completar o terceiro registro do Citrus Sun, que é composto por uma formação menor do Incognito. Esse trabalho, ‘Ride Like the Wind, foi gravado na Tailândia e sairá em junho deste ano.

Serviço

Incognito no Rio de Janeiro

Quando: 10 e 11/05 (quinta e sexta)

Horários: 20h (sessão 1) e 22h30 (sessão 2)

Local: Blue Note Rio

Endereço: av. Borges de Medeiros, 1.424 – Lagoa

 

Ingressos:

Lounge:

R$ 130 (inteira)

R$ 75 (meia)

Premium Lounge:

R$ 190

R$ 95

 

Vendas: http://www.tudus.com.br/evento/blue-note-incognito-pre-venda

 

 

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